Em 1994, Marco Túlio Lara largou o curso de engenharia civil da UFMG para apostar na banda de soul que tinha ajudado a formar no ano anterior, em Belo Horizonte. O pai levou um susto.
O grupo tocava no circuito independente da cidade e não tinha empresário. Marco Túlio inventou um, chamado Marco Antônio, e fingia ser ele nas ligações com quem contratava shows.
A banda era o J. Quest, que depois virou Jota Quest e ganhou dois prêmios no Grammy Latino.
Hoje, a troca da engenharia pela música é uma das histórias que Marco Túlio conta na palestra-show Sem medo do futuro.
O que a palestra tem a ver com a sua convenção
Seja de vendas ou da empresa inteira, toda convenção de fim de ano cumpre duas tarefas: fecha o ano que termina, com resultados e premiações, e abre o próximo, com números que ninguém sabe ainda se a equipe vai alcançar.
A segunda parte é a mais difícil, porque pede que centenas de pessoas apostem num plano que ainda não saiu do papel.
Sem medo do futuro trata desse ponto. Em cerca de uma hora, com voz e violão, Marco Túlio alterna canções e histórias para falar de tempo, imprevistos e da coragem de seguir em frente sem ter todas as respostas.
Por que um músico no palco da convenção
A música dá conta de um problema que todo organizador de convenção conhece: a atenção da plateia, disputada o dia inteiro com o celular. Ninguém canta um refrão olhando a tela.
E são refrões que a plateia sabe de cor. No repertório costumam entrar “Por enquanto” e “Tempo perdido”, de Renato Russo, e “20 e poucos anos”, de Fábio Jr., três canções que falam de tempo, o assunto da palestra.
O nome também pesa: muita gente entra no auditório curiosa para ver o guitarrista do Jota Quest cantar, coisa que ele não costuma fazer nos shows da banda.
Abertura ou encerramento?
No encerramento, a palestra fecha um dia de números e metas com música ao vivo. A posição importa: pesquisas do psicólogo Daniel Kahneman mostraram que a lembrança que as pessoas guardam de uma experiência depende sobretudo do momento mais intenso e do final. Numa convenção, o final é o que a equipe leva para o jantar, para o ônibus e para a segunda-feira seguinte.
Na abertura, a lógica é outra. A plateia costuma chegar de viagem, ainda com a cabeça no escritório, e uma música que todo mundo conhece acorda a sala mais depressa do que um discurso de boas-vindas.
O tema também ajuda: se o presidente apresenta em seguida o plano do ano que vem, a plateia ouve esse plano depois de uma conversa sobre encarar o que não dá para prever.
Para escolher, olhe o fim da programação. Se a convenção termina com a premiação dos melhores do ano, o encerramento já tem dono e Marco Túlio rende mais na abertura. Se termina em festa, ele faz a ponte entre a parte formal e a confraternização. A DMT ajuda a fazer essa conta no briefing.
Quem já contratou
Senac, Sesc, Sebrae, Sicoob, Confebras, Sistema Ocemg, Vallourec e ABRH estão entre as organizações que já levaram Marco Túlio a seus eventos. A lista vai do cooperativismo à indústria, passando pelo Sistema S e pela ABRH, a associação que reúne justamente quem costuma contratar palestras nas empresas.
Em outubro de 2024, a palestra encerrou o Conarci, congresso nacional do registro civil, para mais de 600 pessoas em Florianópolis.
Para plateias acima dos 50
Marco Túlio, que passou dos 50, tem uma segunda palestra, Reinvenção 50+: a vida não tem última estrofe. Nela, fala da própria trajetória, de quem achava que já sabia tudo a alguém que segue aprendendo, e usa canções de Renato Russo, Lulu Santos e outros artistas da geração dele para falar de mudança, longevidade e da liberdade que vem com a maturidade.
Funciona em convenções com plateia mais madura, em programas de preparação para a aposentadoria e em encontros sobre longevidade.
Como contratar
Marco Túlio Lara é palestrante da DMT Palestras. Para levá-lo à sua convenção, fale com a nossa equipe.
Na contratação, a empresa conta à DMT o mote da convenção, quem estará na plateia e o que vem antes e depois da palestra, e Marco Túlio adapta a apresentação a esse contexto.
Novembro e dezembro concentram as convenções de fim de ano, por isso vale consultar a data com antecedência.
Se a sua empresa faz o encontro em janeiro, como kick-off, a palestra serve do mesmo jeito: o assunto continua sendo o ano que começa.




