Para a Semana Pedagógica 2027, a DMT Palestras indica quatro temas, cada um com um palestrante: as gerações Alpha e Z, com o antropólogo Michel Alcoforado; a reinvenção do professor diante da inteligência artificial, com a jornalista Renata Ceribelli; a convivência na escola, com a escritora Leila Ferreira; e a presença numa rotina de telas, com a atriz Denise Fraga. Os quatro temas tratam de mudanças que as escolas já vivem, da restrição ao celular ao novo Plano Nacional de Educação.
O que é a Semana Pedagógica e quando ela acontece
A Semana Pedagógica é o período de formação e planejamento que escolas e redes de ensino reservam antes da volta às aulas. Professores, coordenadores e gestores revisam o ano anterior, planejam o novo e participam de palestras e oficinas.
O nome e a data mudam conforme a rede. Em 2026, a Semana Pedagógica da rede estadual de Mato Grosso começou em 19 de janeiro, duas semanas antes do início das aulas, em 2 de fevereiro. No Pará, a Jornada Pedagógica foi de 19 a 30 de janeiro; no Rio Grande do Sul, de 2 a 13 de fevereiro. Em geral, o encontro cai entre o fim de janeiro e o começo de fevereiro.
O que muda na pauta da Semana Pedagógica em 2027
O ano letivo de 2027 será o terceiro sob a Lei 15.100, de 13 de janeiro de 2025. A lei proíbe estudantes de usar celulares e outros aparelhos eletrônicos pessoais durante a aula, o recreio e os intervalos, em todas as etapas da educação básica, nas escolas públicas e privadas. Em sala, o uso é permitido para fins pedagógicos, com orientação do professor.
Também será o primeiro ano letivo completo do novo Plano Nacional de Educação, a Lei 15.388, sancionada em abril de 2026 e válida por dez anos. Entre as estratégias do plano estão atualizar a BNCC para incluir inteligência artificial, o uso saudável das tecnologias e os efeitos do uso prolongado de celulares, redes sociais e jogos na saúde mental e na aprendizagem, e aproximar escola e famílias em torno do uso equilibrado das tecnologias.
Na Semana Pedagógica, isso aparece em situações concretas: o recreio sem celular, a conversa com alunos que aprenderam a se relacionar pelas redes, a regra de uso da tecnologia combinada com as famílias e o professor experiente diante da inteligência artificial.
Os quatro temas e os palestrantes
01
Gerações Alpha e Z: Michel Alcoforado
Decifrando os códigos culturais das gerações Alpha e Z
Michel Alcoforado leva a antropologia para perguntas da sala de aula: onde um aluno de 13 anos procura informação, em quem ele confia, o que faz alguém virar referência para ele. A palestra trata dos códigos que essas gerações usam para aprender e criar vínculos, um assunto que a formação de professores raramente cobre, e propõe usar a distância entre a cultura do professor e a do aluno como ponto de partida pedagógico.
A geração Alpha reúne os nascidos a partir de 2010; a Z, grosso modo, quem nasceu entre meados dos anos 1990 e o início dos 2010. Em 2027, são essas duas gerações que ocupam as carteiras da educação básica.
Michel Alcoforado é doutor em Antropologia Social e fundador do Grupo Consumoteca, que faz estudos de comportamento para marcas. É colunista de O Globo e da rádio CBN, criador do podcast É tudo culpa da cultura e autor de Coisa de rico e De tédio ninguém morre. Já fez mais de 800 palestras no Brasil e no exterior. Ele tem ainda uma palestra sobre economia da atenção na educação, que mostra como o professor conquista a atenção do aluno ao ligar o conteúdo ao repertório que ele traz de casa e da internet.
Momento sugerido: formação dos professores, antes do planejamento das turmas.
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02
Reinvenção profissional diante da IA: Renata Ceribelli
Da máquina de escrever às novas tecnologias: o que 40 anos de carreira me ensinaram sobre reinventar-se sem perder a essência
Renata Ceribelli chegou à redação com uma máquina de escrever e hoje usa inteligência artificial para transcrever e organizar entrevistas. No caminho, viu colegas talentosos ficarem para trás por resistir às mudanças. Na palestra, ela compara essa trajetória à de professores com décadas de sala de aula, que enfrentam currículos novos, tecnologias que mudam depressa e alunos diferentes daqueles para quem aprenderam a ensinar.
Renata defende que adaptabilidade se aprende e que a experiência de quem já passou por várias reformas, gerações de alunos e ondas de tecnologia é um ativo que a escola deve aproveitar.
Renata Ceribelli tem mais de 40 anos de carreira na televisão. Começou na EPTV Campinas em 1985 e apresentou o Fantástico entre 2011 e 2013; hoje é repórter do programa, na TV Globo. É vencedora do Prêmio Vladimir Herzog e criadora do podcast Prazer, Renata 60+, sobre longevidade. Para escolas, também fala de intergeracionalidade e do impacto da longevidade na educação.
Momento sugerido: abertura ou encerramento, com professores e gestores, em especial em equipes com muitos professores experientes.
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03
Convivência na escola: Leila Ferreira
Relações humanas: o desafio (e a arte) de conviver
A rotina da escola depende de convivência: na sala dos professores, no conselho de classe, na conversa com uma mãe no portão. Leila Ferreira discute como as tecnologias digitais afastaram as pessoas e o que ajuda a reaproximá-las: gentileza, pausas num dia acelerado, conversas de verdade, presença. A palestra propõe um exercício que serve a qualquer equipe, o de tornar-se alguém mais generoso, mais empático e mais agradável de conviver.
Leila Ferreira é jornalista e escritora, formada em Jornalismo e Letras, com mestrado em Comunicação pela Universidade de Londres. Por mais de dez anos, comandou o programa Leila Entrevista, que passou de 1.600 entrevistados. É autora de sete livros, entre eles O nome disto é vida e A arte de ser leve, que vendeu mais de 100 mil exemplares.
Momento sugerido: abertura, com toda a equipe, de professores a funcionários da secretaria e da portaria.
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04
Presença e escuta numa rotina de telas: Denise Fraga
Conexões humanas em tempos digitais
Denise Fraga parte de uma constatação: no ritmo acelerado das telas, a presença se perde. A palestra mostra caminhos para reconectar as pessoas pela escuta ativa e pelo convívio frente a frente. Também trata de empatia e de como evitar que a rotina desumanize as relações de trabalho. Para a escola que tirou o celular do recreio, a palestra ajuda a pensar no que ocupa esse espaço.
Denise Fraga é atriz, com mais de 30 anos de carreira no teatro, no cinema e na televisão. No Fantástico, da TV Globo, criou com o diretor Luiz Villaça e protagonizou o quadro Retrato Falado, que encenava histórias reais enviadas pelos telespectadores. O quadro virou livro, e ela publicou ainda Travessuras de mãe, com crônicas escritas para a revista Crescer.
Momento sugerido: encerramento da semana ou encontro sobre as regras de uso de tecnologia na escola.
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Como escolher a palestra para a sua escola
A escolha depende do que a escola quer resolver no começo do ano.
Leila Ferreira e Denise Fraga falam de relações por caminhos diferentes: Leila trata da convivência e das atitudes que tornam o dia a dia mais leve, como a gentileza e a pausa, e Denise, da presença e da escuta num cotidiano tomado por telas.
Se houver espaço para duas palestras, duas combinações fazem sentido: Leila Ferreira na abertura e Michel Alcoforado na formação dos professores, ou Renata Ceribelli na abertura e Denise Fraga no encerramento.
Para levar o tema também à reunião de pais do início do ano, vale conversar com a DMT sobre uma sessão com Leila Ferreira ou Denise Fraga.
Perguntas frequentes
Quando acontece a Semana Pedagógica 2027?
Cada rede define o próprio calendário. Em geral, a Semana Pedagógica ocupa as semanas anteriores ao início das aulas, entre o fim de janeiro e o começo de fevereiro de 2027.
Existe palestra sobre a geração Alpha para professores?
Sim. Em Decifrando os códigos culturais das gerações Alpha e Z, o antropólogo Michel Alcoforado explica como alunos dessas gerações buscam informação, criam vínculos e escolhem referências, e como o professor pode partir dessa diferença de cultura para planejar a aula.
O que a lei do celular muda na Semana Pedagógica?
A Lei 15.100/2025 proíbe o uso de celular por estudantes na aula, no recreio e nos intervalos, em escolas públicas e privadas. Para a equipe, ela deixa uma pergunta: como ocupar com convivência e conversa o tempo que antes ia para a tela. As palestras de Leila Ferreira e Denise Fraga tratam de convivência, presença e escuta.
Quanto custa uma palestra para a Semana Pedagógica?
O valor depende do formato (presencial ou online), do número de participantes, do local e da duração, além do palestrante escolhido. O time comercial da DMT monta a proposta a partir dessas informações.
Com quanto tempo de antecedência contratar?
O quanto antes. A maioria das escolas faz a Semana Pedagógica nas mesmas semanas, e as datas de fim de janeiro e começo de fevereiro concentram os pedidos. Para 2027, o ideal é reservar ainda em 2026.
Como contratar uma palestra para a Semana Pedagógica
Para montar a proposta, o time da DMT precisa de quatro informações: a data e o momento da semana; o formato, presencial ou online; o público e o número de participantes; e o que a escola quer trabalhar ao longo do ano.
Fale com a DMT e peça também a curadoria completa de educação, com outros nomes para a Semana Pedagógica. Os demais palestrantes da área estão na página de palestras sobre educação.




