Novidade

Juliana Bley na FISP 2026: saúde e segurança em destaque

Na maior feira de segurança e proteção da América Latina, a psicóloga conectou educação em segurança e cultura do cuidado e lançou, com a Escudo, uma certificação para instrutores.

juliana bley - flip 2026

Juliana Bley participou da FISP 2026 com uma discussão central para a saúde e segurança do trabalho: como transformar treinamentos em aprendizado que se reflete nas práticas do dia a dia.

Com mais de 25 anos de atuação, a psicóloga e autora de Comportamento Seguro trabalha com educação em segurança e cultura do cuidado. Na feira, esse olhar se conectou a temas como inteligência artificial, gamificação e novas formas de ensinar, além do lançamento de uma certificação para instrutores em parceria com a Escudo.

A pergunta que orienta essa discussão é direta: depois dos slides, da lista de presença e do certificado, o que as pessoas realmente aprenderam e o que muda na forma como trabalham?

 

O que Juliana Bley viu na FISP 2026: tecnologia e fator humano

A FISP, Feira Internacional de Segurança e Proteção, é o maior e mais importante evento do setor na América Latina. Em 2026 ela ocupou o São Paulo Expo de 6 a 8 de outubro e funcionou como sempre funciona: um enorme centro gerador de negócios, com corredores e mais corredores de capacetes, luvas, calçados e sistemas de proteção.

Mas o olhar de Juliana Bley é o de quem estuda aprendizagem. E, por esse olhar, a feira contou outra história.

A primeira metade foi a tecnologia a serviço do aprendizado. Juliana Bley encontrou simuladores de treinamento, soluções com inteligência artificial e muita gamificação aplicada à educação (gamificação é usar a lógica dos jogos, como fases, desafios e pontuação, para manter as pessoas engajadas no que estão aprendendo). Para quem pesquisa como adultos aprendem, isso é boa notícia. Um simulador deixa o trabalhador errar sem pagar o preço do erro. Natação se aprende na água, e slide sobre piscina ensina pouco.

A segunda metade foi o fator humano. Juliana Bley ficou feliz e impactada com os lançamentos de livros sobre conversas de segurança e com novas metodologias que olham para os fatores humanos (o nome técnico para tudo aquilo que pesa numa decisão no chão de fábrica: cansaço, pressa, atenção, medo de falar, a relação com o chefe).

Durante anos, essas duas metades andaram em corredores separados. Na FISP 2026 elas se encontraram. Tecnologia sozinha produz treinamento bonito; conversa sozinha não escala. Juntas, dão ao instrutor as ferramentas para ensinar e a sensibilidade para perceber se alguém aprendeu.

Tecnologia é o veículo. Gente é o destino.

 

Provar que o treinamento existiu é diferente de promover uma cultura de cuidado

 

Você deve estar se perguntando: com tanta capacitação obrigatória, por que insistir nesse ponto?

Porque os números pedem. Segundo dados dos Auditores-Fiscais do Trabalho divulgados pela Mundo RH em setembro de 2026, o Brasil registrou 806.011 acidentes de trabalho e 3.644 mortes em 2025, os maiores números da série histórica. Entre 2020 e 2025, os acidentes cresceram 65,8% e as mortes, 60,8%.

Enquanto isso, o país realiza milhões de treinamentos por ano. O que fica registrado é a data, a carga horária, a assinatura e o responsável técnico. Isso prova presença. Aprendizagem é outra conversa.

Juliana Bley resume a questão numa frase: “O setor aprendeu a ser eficiente em provar que o treinamento existiu.”

Pense comigo: um certificado mostra que a pessoa esteve na sala. O que mostra que ela aprendeu é o que acontece no dia seguinte, quando ninguém está olhando e o prazo está apertado.

 

Certificação de Instrutores Escudo: o que é e como funciona

Foi exatamente nessa lacuna que Juliana Bley decidiu agir. A convite da Escudo, empresa de treinamentos em saúde e segurança do trabalho com mais de 250 cursos no catálogo, ela lançou na FISP a Certificação de Instrutores Escudo, um dos momentos mais comentados da feira.

O lançamento abre uma parceria de mais de R$ 500 mil em investimentos, com seis produtos previstos até 2027. E a escolha de começar pelo instrutor tem lógica de engenheiro: se a peça que transmite o conhecimento falha, o resto da máquina trabalha em vão.

Nas empresas, o instrutor costuma dominar a técnica como poucos. Ele sabe tudo sobre trabalho em altura, espaço confinado ou eletricidade. O que quase nunca recebeu foi formação para ensinar adultos que já trabalham, já têm repertório e convivem com o risco todos os dias.

A certificação se apoia na andragogia, a ciência de como adultos aprendem (adulto aprende quando enxerga utilidade imediata, quando o conteúdo conversa com a experiência dele e quando participa em vez de só ouvir). Na prática, o curso tem 12 horas, é a distância e trabalha quatro habilidades:

  1. Planejar uma aula com objetivo claro de comportamento.
  2. Conduzir uma turma de forma didática e participativa.
  3. Avaliar o que cada pessoa realmente aprendeu.
  4. Adaptar o conteúdo ao repertório de quem está na sala.

Tudo isso combinando a tecnologia e a estrutura de conteúdo da Escudo com a metodologia que Juliana Bley construiu ao longo de mais de duas décadas. As inscrições foram abertas durante a própria feira.

E vem mais por aí: para o primeiro semestre de 2027, a parceria prevê lançamentos sobre Comportamento Seguro e Liderança Cuidadora.

juliana bley - flip 2026 2


Treinamento de segurança do trabalho: 5 perguntas antes da próxima turma

Se você é instrutor, técnico de segurança ou cuida de treinamentos no RH, dá para levar o espírito da FISP 2026 para a segunda-feira. Antes de abrir o primeiro slide, responda:

  1. O que essa pessoa precisa conseguir fazer amanhã, na área, que hoje ela ainda faz de outro jeito? Comece pelo comportamento, e o conteúdo vem depois.
  2. Qual situação real da rotina dela vai abrir a aula? Um quase acidente do mês passado ensina mais que a definição da norma.
  3. Em que momento ela vai praticar, e não só ouvir? Simulador, estudo de caso, encenação, um desafio em dupla. Vale tudo que tire a turma da cadeira.
  4. Como vou saber que ela aprendeu, além da assinatura? Uma pergunta aplicada, uma observação no posto de trabalho uma semana depois.
  5. Quem vai reforçar esse comportamento quando eu sair da sala? Com a liderança por perto, o comportamento se sustenta; longe dela, o melhor treinamento do mundo dura até a primeira meta apertada.

 

De volta à sala das sete da manhã

A lista de presença continua lá, circulando de mão em mão. Ela segue importante. Só deixou de ser o fim da história.

O que Juliana Bley levou da FISP 2026 foi a certeza de que o setor tem, pela primeira vez, as duas metades na mesma mesa: a tecnologia que ensina fazendo e a conversa que cuida de quem aprende. Falta colocar um bom instrutor no meio delas.

Certificado prova presença. Aprendizagem se prova no dia seguinte.

Quer instrutores que ensinam de verdade na sua empresa?

Conheça a Certificação de Instrutores Escudo  e traga a visão de Juliana Bley sobre cultura do cuidado para a sua equipe: conheça as palestras de Juliana Bley na DMT Palestras

Veja também: 
Palestras para SIPAT na sua empresa

Essa informação foi útil?
SimNão
Entre em contato

Contrate uma palestra online ou presencial com a DMT

Tem um projeto em mente? Fale com um de nossos especialistas. Nós podemos ajudar.

VAMOS CONVERSAR

Solicite uma proposta

Conta pra gente um pouco da sua ideia!

Procurando um tema ou palestrante específico?

Fale com o nosso time de especialistas.