21 de agosto de 2015

O que o circo pode ensinar para a sua empresa?

Circo para empresas

A ideia de fugir com o circo e viajar sem rumo ocupa o imaginário dos seres humanos com o misto de curiosidade, mistério e diversão. Não por acaso é comum encontrar na mídia casos de empresários que se lançam à construção de escolas de circo como uma forma de realizar sonhos antigos. O que poucos sabem, no entanto, é que a estrutura que guia os circos diz muito sobre o funcionamento das empresas e o desenvolvimento de pessoas.

O artista e empresário Nil Moura, diretor do Circo Grock Internacional, percebeu esta relação ao jogar luz sobre a construção da sua carreira e o processo criativo desenvolvido na arte circense. Ele é formado em teatro pela Escola Macunaíma de São Paulo e especialização na arte de ser clown pela Last Minute Zirkus Theater, na Suíça. É ainda criador da Escola Potiguar das Artes do Circo e representante nacional dos circos no Brasil pelo Conselho Nacional de Políticas Culturais do Ministério da Cultura. A experiência empresarial e artística fez com que ele desenvolvesse o espetáculo “Equilíbrio”, já apresentado pelo Circo Grock em empresas de diferentes segmentos em todo o país.

Com humor e magia o grupo utiliza o circo como pano de fundo para avaliar questões que vão desde a relação interpessoal até a postura do ser humano em relação a seu trabalho, sua posição, sua carreira e sua vida. A superação e o trabalho em equipe, importância do bom atendimento, ética, autoestima a partir da compreensão da importância da sua função, liderança e muitos outros valores são revistos em cases num espetáculo interativo onde a plateia participa ativa e empolgadamente com cada número apresentado.

Circo para empresas

No mundo corporativo, especialmente em tempos de crise, competências como criatividade e pensar fora da caixa são valorizadas por representarem a possibilidade de se encontrar soluções inovadoras para as empresas. No entanto, como é possível falar da criatividade sem experimentá-la?

O circo ocupa então o espaço da liberdade, da criatividade e da expressão, mas carrega consigo muitas outras lições que emocionam os espectadores. No caso do espetáculo “Equilíbrio”, por exemplo, o espectador é levado a conhecer o processo de criação do circo, suas habilidades e características corporativas. Desta forma, o público passa a entender como é possível se manter unido por um ideal forte e grande amor ao trabalho, bem como o significado de pertencer a um mundo em que determinado tipo de conhecimento (a arte circense, no caso) é a essência da instituição.

Semelhanças entre o circo e as empresas

O mais conhecido circo do mundo, o canadense Cirque du Soleil, foi fundado na década de 80 com aproximadamente 70 funcionários. Duas décadas depois, já somam 800 artistas de perfil heterogêneo, com 40 nacionalidades diferentes e que se comunicam através de quase 25 línguas.

O caminho que levou o grupo à expansão sob as mãos do fundador Guy Laliberté, considerado um líder educador e um hábil educador, se assemelham a muitos dos pontos ligados ao desenvolvimento das empresas, como:

  • Estratégia
  • Disciplina
  • Criatividade
  • Diversidade

A liderança do canadense também se fortalece sob a mesma visão corporativa: ao longo dos anos ele conseguiu envolver e engajar pessoas de diferentes habilidades em um mesmo sonho: levar a arte circense a diferentes lugares do mundo. O foco no espectador e o trabalho realizado em equipe fundamentam este case, em que diversas pessoas , através de uma perfeita sincronia, conseguem atingir seus objetivos e superar os desafios do dia-a-dia.

 

Na matéria publicada pelo jornal Diário do Comércio você confere mais informações sobre a adoção de treinamentos em forma de espetáculo por empresas.

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