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RH Summit 2026: o ano em que estreamos como agência oficial de palestras do evento

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Quem chegou no Expo Center Norte nos dias 5 e 6 de maio reparou rápido em duas coisas. A primeira: a sigla RH ganhou um novo significado oficial no evento. Em vez de Recursos Humanos, a conferência  propôs Resultados Humanos. A segunda: a sala estava cheia de profissionais fazendo a mesma pergunta, com palavras diferentes. Como continuar respondendo por IA, NR-1, sinistralidade, cultura e turnover sem virar um RH que só apaga incêndio?

A DMT acompanhou os dois dias de perto, como agência oficial de palestras do evento. Foram quase seis mil pessoas circulando entre cinco palcos, mais de 40 horas de conteúdo e 300 palestrantes. Nos dividimos entre o estande, os palcos e os bastidores. O que se segue é a leitura do que ficou depois do evento.


A ressignificação da sigla é mais do que marketing

“Resultados Humanos” é uma boa provocação. A leitura crítica é que esse tipo de movimento corre o risco de virar apenas mais um slogan, e o próprio mercado vai cobrar coerência nas próximas edições. Mas o summit não parou no nome. Distribuiu a discussão entre o Palco Resultados e o Palco Humanos, e colocou em pauta uma divergência antiga: como justificar investimento em pessoas com indicador de negócio. Bem-estar continua sendo tema central, só que agora puxado por dado, e não por discurso.

O ponto que ficou claro: o RH operacional, que cuida só de folha e benefício, tem prazo de validade. Em compensação, há expectativa demais recaindo sobre a área. Quem sai dessa pressão melhor é quem entendeu que IA e saúde mental não são duas pautas separadas, são a mesma pauta vista por ângulos diferentes.

A abertura do Paulo Camargo deu o tom

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Paulo Camargo, ex-CEO do McDonald’s no Brasil e da Zamp, abriu o evento na Plenária com uma frase que circulou pelos corredores o dia todo: problema de cultura não é do RH, é do CEO. Foi a abertura mais comentada da edição. Em entrevista durante o evento, Camargo reforçou que a destruição da cultura é o que o líder permite que aconteça, e nada do que está escrito no quadro de valores resolve isso.

A frase é dura, mas chegou na hora certa. Boa parte dos profissionais de RH na plateia carrega uma cobrança maior do que cabe na função. O recado, na prática, foi: o RH ajuda a enxergar o invisível, mas a liderança da cultura é da alta gestão.

Os palestrantes que a DMT levou para o palco

 

Danni Suzuki abriu o primeiro dia no Palco PME

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Danni subiu ao palco às 10h40 da terça-feira com O futuro é humano, e fez no estande DMT o lançamento de Humanos do futuro: A revolução tecnológica é humana, o livro novo. A premissa da palestra é simples: empresa que investe em IA e não investe em conexão humana perde gente boa antes mesmo de colher o resultado da tecnologia. Danni não fala de IA pelo prisma técnico, fala pelo neurocomportamental. Quem assistiu saiu pensando menos em ferramenta e mais em rotina de equipe.

Quem é palestrante e ainda lança livro no estande no mesmo dia entrega o dobro de valor para o público. Foi o momento mais cheio do estande nos dois dias.

Denise Fraga fez a plenária mais silenciosa do evento

No fim da tarde do primeiro dia, na Plenária RH Summit, Denise Fraga apresentou Conexões humanas em tempos digitais. Foi diferente de tudo que veio antes. Denise não fala em KPI, não traz framework, não promete sair com método aplicável no dia seguinte. O que ela faz é provocar uma pausa. Em um evento com cinco palcos rodando ao mesmo tempo, app de matchmaking apitando no bolso e profissionais tentando ouvir três coisas ao mesmo tempo, a proposta dela era quase um contra-evento. Funcionou pelo contraste. Saiu uma plateia mais calada do que entrou.

Daniel Hosken: por que a empresa contrata curso de produtividade e três meses depois está tudo igual

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Daniel veio com Produtividade e Autogestão no Palco Resultados ainda na terça. Ele é doutor em neurociências pela UFMG e fundamenta a tese no que o cérebro faz quando se tenta mudar um hábito. A pergunta que ele deixou no ar e ninguém respondeu no Q&A: faz sentido cobrar autogestão de uma equipe que nunca foi treinada para isso?

Pergunta para o gestor levar consigo.

Andrei Moreira trouxe os 4 Cs

Andrei Moreira Foto

Na quarta de manhã, no Palco Resultados Humanos, Andrei Moreira apresentou os 4 Cs da produtividade consciente: cuidar, conectar, confiar, cocriar. Andrei é médico, escreveu 16 livros e palestrou em mais de 35 países. Sustenta há três décadas a tese de que saúde emocional não é benefício, é alicerce de cultura. A palestra dialoga diretamente com o debate que o evento abriu sobre NR-1 e saúde do colaborador. Em algumas plateias o discurso de bem-estar entra como conceito vago. Com Andrei é o oposto: ele liga o cuidado a indicador.

Helena Bertho: D&I como tese de negócio

Hekena Bertho foto

Helena Bertho, Diretora Global de Diversidade e Inclusão do Nubank, falou no Palco PME na quarta de manhã. Trouxe duas décadas de marketing em Coca-Cola e L’Oréal, e a leitura é direta: D&I como projeto paralelo está deixando dinheiro na mesa. Para um público em ano de aperto orçamentário, a fala chegou no timing certo. Quem foi para o palco esperando manifesto saiu com tese de negócio.

Jayme Nigri Moszkowicz contou o case que ele mesmo construiu

Jayme Nigri foto

Jayme, um dos fundadores da Reserva, falou de Cultura & Performance no Palco Resultados Humanos. A vantagem dele é não precisar pegar exemplo emprestado. Conduziu a fusão da Reserva com a Arezzo&Co, hoje toca a Rebels Ventures, uma aceleradora de negócios de bem-estar. A tese: cultura não nasce de slogan, nasce de prática diária e do exemplo do líder. Conversa direta com a abertura do Paulo Camargo.

Amanda Graciano: liderança agêntica

 

Na Arena Conectas, Amanda Graciano discutiu liderança em equipes mistas de humanos e IA. Amanda passou por Cubo Itaú, é colunista da MIT Technology Review e fundou a Trama. A palestra dela é uma das que melhor aterrissam o debate sobre governança da IA no nível do gestor. A pergunta central foi a que mais ouvimos no evento, vinda de profissionais de RH e de tecnologia: o que delegar para a máquina, o que manter humano.

Maria Flávia Bastos: pensamento sistêmico, com livro novo

Fechando o segundo dia no Palco PME, Maria Flávia Bastos apresentou Pensamento sistêmico e levou para o estande o sétimo livro dela, PensAR, em pré-venda na Amazon. A palestra é a aplicação direta do livro, e ataca um problema que aparece em todas as empresas: a inovação esbarra em barreira cultural, o problema some de um lugar e reaparece em outro, e cada área puxa para um lado.

A entrega de cinco ferramentas no fim, com nome de diagnóstico sistêmico, decisão integrativa, humildade estratégica, linguagem comum e foco em alavancagem, é o tipo de fechamento que a plateia anota mesmo.

Três leituras que ficaram

A primeira é sobre o que o RH virou. A cobrança por dado e por governança aumentou. O painel sobre RH técnico, com método e auditoria, colocou em cena uma exigência que antes era do financeiro. Esse cruzamento veio para ficar.

A segunda é sobre IA. Mudou o tom desde 2025. No ano passado, a discussão ainda era “como começar”. Esse ano foi “como construir o nosso, e quem é responsável quando dá errado”. A pauta de governança e fit cultural ganhou peso. A IA virou estrutura, não experimento.

A terceira é sobre saúde do colaborador. Com a NR-1 entrando em vigor, sinistralidade subindo e burnout ainda crescendo, o RH passou a falar de saúde como problema de gestão, não de plano. Quem só responde com benefício novo não está respondendo à pergunta.

Para fechar

O Download RH Summit, que disponibiliza online mais de 80 conteúdos do evento gratuitamente até 12 de junho, resolve um problema clássico de quem foi ao Expo Center Norte: cinco palcos rodando ao mesmo tempo, e o participante só consegue estar em um. Vale entrar no site e completar a curadoria.

A nossa leitura é que o RH está mudando mais rápido do que o vocabulário usado para descrever a área. A sigla “Resultados Humanos” funciona como provocação, mas o conteúdo dos dois dias mostrou que a discussão é menos sobre nome e mais sobre quem assume responsabilidade pelo quê. O CEO pela cultura. O líder pelo cotidiano. O RH pela tradução entre o invisível e o estratégico. E todos juntos pela conversa que a tecnologia obriga a ter.

Para conversar com os palestrantes que a DMT levou para o evento, basta falar com a nossa equipe. Os próximos meses são de agenda corrida.

 

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