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Transformação cultural: por que a IA acelera o time e o resultado não acompanha (e 6 palestrantes para o seu evento)

Palestras para Transformação cultural - DMT

Um analista usa IA para montar em uma hora o relatório que antes levava um dia inteiro. Depois, o relatório espera duas semanas pela assinatura de três diretores. O analista ficou mais rápido, e a empresa continua no mesmo ritmo.

A McKinsey mediu esse descompasso. Na edição 2026 da sua pesquisa anual sobre IA, publicada em agosto, oito em cada dez entrevistados dizem que a IA melhorou a própria produtividade, mas só 37% atribuem a ela algum efeito no lucro operacional da empresa, praticamente a mesma proporção de um ano antes.

Corrigir esse descompasso é o trabalho da transformação cultural, tema de uma curadoria da DMT Palestras com seis palestrantes.

O que é transformação cultural

Transformação cultural é a mudança deliberada da cultura organizacional, isto é, dos hábitos que organizam o trabalho numa empresa: quem aprova o quê, que reuniões existem e para que servem, como se trata quem erra, o que a liderança cobra e o que ela deixa passar.

Um exemplo ajuda a separar isso de um projeto de tecnologia. Duas empresas compram as mesmas licenças de IA para o time comercial. Na primeira, o gerente passa a montar as propostas com a ferramenta junto com a equipe e revisa os resultados na reunião semanal. Na outra, as licenças chegam por e-mail e nada mais muda, nem a meta, nem o processo, nem a reunião. Seis meses depois, as duas pagam a mesma fatura, e só uma vende de outro jeito.

A ferramenta é a mesma nos dois casos, e a diferença está no comportamento do gerente. Repetido por muitas equipes durante muito tempo, esse tipo de comportamento vira cultura.

Por que a IA tornou a transformação cultural urgente

A pesquisa ouviu 1.719 profissionais em 97 países, e quase nove em cada dez relatam uso regular de IA em pelo menos uma área da empresa.

O retorno não acompanhou. Só 6% dos entrevistados atribuem à IA pelo menos 5% do lucro operacional e classificam o ganho como significativo, o mesmo patamar de 2025. A consultoria chama esse grupo de AI high performers.

Boa parte do que diferencia esse grupo está na forma de trabalhar. Quase três em cada quatro dessas empresas redesenharam o fluxo de trabalho por causa da IA, contra uma em cada quatro entre as demais. Nelas, também é duas vezes mais comum que a alta liderança demonstre compromisso com as iniciativas de IA e que haja processos definidos para medir o efeito de cada uma.

A pesquisa mostra ainda que o peso da mudança não se distribui por igual. Entre gestores intermediários e analistas, 47% relatam algum efeito negativo da IA no trabalho, contra 31% entre executivos e altos gestores. Quem conduz a mudança nem sempre sente o que ela custa a quem a executa.

A própria McKinsey conclui que as empresas com mais chance de converter o ganho individual em resultado financeiro são as que transformam o negócio, e não as que apenas adotam ferramentas de IA. Redesenhar o fluxo de trabalho, mudar o exemplo que vem de cima e medir o efeito de cada iniciativa são mudanças de cultura, e é delas que tratam as palestras a seguir.

Seis palestrantes de transformação cultural

A curadoria Transformação cultural, da DMT Palestras, reúne seis nomes, e cada palestra entra no tema por um caminho diferente: a construção de cultura numa marca, o papel do líder, a rotina das equipes, a transformação em grande escala, a leitura da tecnologia e a adoção de IA.

Jayme Nigri Moszkowicz

O legado da cultura: o que sustenta a sua estratégia?

Um dos fundadores da Reserva, Jayme Nigri Moszkowicz comandou a operação da marca por 18 anos. Hoje acelera negócios pela Rebels Ventures.

A palestra parte de uma escolha que toda empresa faz, mesmo sem perceber: os valores podem ficar no quadro da parede ou virar comportamento. Na Reserva, virar comportamento significou um jeito de trabalhar que questiona padrões sem abrir mão da eficiência e que sustentou duas décadas de crescimento. Jayme mostra como o líder constrói cultura com atitudes que o time vê e repete. Também trata de como preservar a identidade da marca enquanto a operação cresce e incorpora tecnologia, e de como dar autonomia a equipes que precisam agir rápido, com direção clara, em meio ao excesso de informação.

Quando faz sentido: empresas em expansão (novas unidades, aquisições, novos mercados) que querem crescer sem perder a identidade, encontros de liderança, convenções anuais.

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Paula Harraca

Alinhar pessoas, cultura e resultados

Paula Harraca é referência internacional em cultura organizacional e liderança e foi eleita uma das principais CEOs do Brasil pelo Valor Econômico e pela Forbes. Defende um modelo de gestão menos centralizador e mais ligado à identidade do negócio.

O ponto de partida é um problema de ritmo: as novas tecnologias chegam mais rápido do que a cultura consegue absorver. Quem responde por esse ritmo é o líder capaz de manter o time funcionando no presente enquanto constrói o futuro, e a palestra trata de como formar esse líder. Paula apresenta os 7 Cs da Competitividade Consciente, modelo que combina cultura, pessoas e resultado, e discute como engajar o time na mudança sem perder a meta de vista e como manter a equipe unida quando o cenário é incerto.

Quando faz sentido: programas de formação de líderes, empresas em troca de comando ou de estratégia, encontros de alta gestão no ciclo de planejamento.

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Carolina Fernandes

Cultura que entrega

Em 16 anos, a designer organizacional Carolina Fernandes ajudou mais de 70 empresas, entre elas Itaú, Natura, Unilever e Roche, a mudar o jeito de trabalhar. Mentora de lideranças, aplica pensamento sistêmico e visão de negócio à leitura das organizações.

A tese de Carolina é que a produtividade depende mais da forma como o trabalho é feito do que de qualquer novo projeto de tecnologia. Pequenas decisões, acordos e rituais de gestão, como o formato das reuniões ou o combinado de prazos entre áreas, pesam mais no desempenho do que grandes anúncios. Na palestra, ela mostra o que trava as equipes, quais rituais sustentam uma rotina nova e como levar as estruturas de decisão do slide para a prática, com apoio da economia comportamental para mobilizar o time e acelerar a adoção.

Quando faz sentido: empresas que investiram em tecnologia ou reestruturação e não viram a rotina mudar, encontros de média gestão, equipes de RH que desenham novos modelos de trabalho.

Carolina FernandesCarolina FernandesVer perfil completoVer perfil
Ricardo Rocha

Seja o agente da transformação cultural da sua empresa

Ricardo Rocha fundou a Softbox, adquirida pelo Magazine Luiza, e comandou o LuizaLabs, laboratório de inovação do grupo. À frente do Parceiro Magalu, apoiou a digitalização de mais de 300 mil empresas. É autor de Adaptagilidade.

Para Ricardo, uma cultura nova só se firma quando cada pessoa passa a agir como agente da mudança na própria rotina. A partir dos projetos que liderou, ele desenha para cada empresa o caminho que leva a transformação da intenção à prática, com as ações, os rituais e as decisões que isso exige. A palestra traz a experiência de quem viveu a transformação digital em grande escala, traduzida em passos que a plateia pode aplicar. Ricardo também mostra como manter times de alta performance quando a meta e o cenário mudam no meio do caminho e como enxergar oportunidade onde o mercado ainda vê ruído.

Quando faz sentido: empresas em transformação digital, convenções de times comerciais e de operação, eventos voltados a pequenos e médios negócios.

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Pedro Doria

A cultura que a tecnologia revela (e transforma)

Desde os anos 1990, Pedro Doria analisa o efeito das mudanças tecnológicas nos negócios e na sociedade. Fundador da newsletter Meio, é colunista de O Globo e da CBN e autor de oito livros.

Cada avanço tecnológico expõe a cultura que já existia na empresa, e a IA é a onda mais recente e, até agora, a mais veloz. Segundo Pedro, a adaptação depende de quanto as pessoas se sentem seguras para experimentar e entender a mudança. Ele usa três décadas de disrupções digitais como filtro para separar a moda passageira da mudança duradoura. Mostra a direção que a tecnologia tem tomado nos negócios e o que a nova lógica do trabalho exige das lideranças, para que a empresa fortaleça a cultura antes que a próxima onda a ponha à prova.

Quando faz sentido: aberturas de convenção, encontros de estratégia, comitês executivos que precisam de uma leitura da tecnologia antes de definir investimentos.

Pedro DoriaPedro DoriaVer perfil completoVer perfil
Andrea Iorio

Cultura em primeiro lugar: o que separa adotar de transformar

Andrea Iorio ajuda organizações a converter a adoção de IA em resultado, no ponto em que tecnologia e comportamento humano se encontram. Autor do best-seller Between you and AI, é colunista da MIT Technology Review Brasil, apresenta o podcast da NVIDIA sobre IA nos negócios e é professor da Fundação Dom Cabral.

Andrea trata do descompasso entre usar IA e colher resultado com ela, o mesmo dos números da McKinsey. Para ele, muitas empresas travam na insegurança dos times, que passam a usar a IA pela metade, e a palestra mostra como tirar a equipe dessa adoção de fachada. Ele apresenta um mapa de quatro dimensões (dados, design, valor e pessoas) para diagnosticar em que estágio a organização está e discute as competências humanas que ganham valor à medida que a automação assume o trabalho repetitivo. Com base em ciência comportamental e casos de mercado, mostra como escolher onde investir energia e dinheiro.

Quando faz sentido: empresas que compraram ferramentas de IA e não viram o uso passar do piloto, comitês de inovação, convenções que abrem um programa de adoção de IA.

Andrea IorioAndrea IorioVer perfil completoVer perfil

 

Perguntas frequentes

 

Qual a diferença entre transformação digital e transformação cultural?
A transformação digital troca ferramentas e processos, como sistemas, automações e IA, enquanto a cultural muda os hábitos que definem como essas ferramentas são usadas. Uma empresa pode concluir a primeira sem ter começado a segunda, e é nesse caso que o investimento em tecnologia mais demora a virar resultado.

 

Uma palestra muda a cultura de uma empresa?
Sozinha, não. Ela dá à liderança e ao time um diagnóstico e um vocabulário comum, e rende mais quando abre ou marca uma etapa de um processo maior, como um programa de liderança ou a implantação de uma ferramenta nova. Para dar continuidade, a DMT também organiza treinamentos in-company.

 

As palestras podem ser customizadas?
Sim. A customização faz parte da contratação e considera o momento da empresa, o perfil do público e o objetivo do evento.

 

Quanto custa contratar uma palestra sobre transformação cultural?
O valor depende da modalidade (online ou presencial), do tamanho do público, do local e da duração. O time comercial da DMT prepara o orçamento a partir do briefing do evento.

 

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Escolha quem vai preparar a cultura da sua empresa

A tecnologia mudou o trabalho. A cultura muda o resultado. A apresentação da curadoria Transformação cultural reúne os seis palestrantes, as palestras e os temas de cada uma.

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