O que é a Indústria 4.0 e como ela irá impactar a sua vida?

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O que é Indústria 4.0 e como ela irá impactar a sua vida?

2 de agosto de 2018

Aumento da efetividade da produção, diminuição de desperdícios e viabilização de novos modelos de negócio são apenas alguns dos benefícios trazidos pelas tecnologias disruptivas.

Não é mais necessário imaginar como será o mundo completamente digitalizado e conectado – essa jornada já começou. Agora, cabe às empresas se adequarem a essa nova realidade por meio da adoção de automação, inteligência artificial, internet das coisas (IoT), machine learning, entre tantas outras tecnologias que permitem capturar e analisar uma grande quantidade de dados, o que cria uma nova realidade digital alterando padrões de produção e operação e impactos nas relações de trabalho, na economia e na sociedade. Tudo isso pode ser traduzido em uma expressão: Indústria 4.0.

Pilares da indústria 4.0:

A indústria 4.0 é uma realidade que se torna possível devido aos avanços tecnológicos da última década, aliados às tecnologias em desenvolvimento nos campos de tecnologia da informação e engenharia. As mais relevantes são:

Internet das coisas (Internet of Things – IoT): Consiste na conexão em rede de objetos físicos, ambientes, veículos e máquinas por meio de dispositivos eletrônicos embarcados que permitem a coleta e troca de dados. Sistemas que funcionam a base da Internet das Coisas e são dotados de sensores e atuadores são denominados de sistemas Cyber-físicos, e são a base da industria 4.0.

Big Data Analytics: São estruturas de dados muito extensas e complexas que utilizam novas abordagens para a captura, análise e gerenciamento de informações. Aplicada à industria 4.0, a tecnologia de Big Data consiste em 6Cs para lidar com informações relevantes: Conexão (à rede industrial, sensores e CLPs), Cloud (nuvem/dados por demanda), Cyber (modelo e memória), Conteúdo, Comunidade (compartilhamento das informações) e Customização (personalização e valores).

Segurança: Um dos principais desafios para o sucesso da quarta revolução industrial está na segurança e robustez dos sistemas de informação. Problemas como falhas de transmissão na comunicação máquina-máquina, ou até mesmo eventuais “engasgos” do sistema podem causar transtornos na produção. Com toda essa conectividade, também serão necessários sistemas que protejam o know-how da companhia, contido nos arquivos de controle dos processos.

O que muda com a Industría 4.0 e quando ela começa?

Já começou! Estudos apontam que desde 2002, a nova “(r)evolução industrial” tenha começado a fazer jus ao nome. Mudando gradativa e rapidamente toda a dinâmica do mercado mundial atual.

Para Marcos Troyjo, um pensador brasileiro com grande reconhecimento internacional em inovação, processos de globalização e economia, não há dúvidas de que essas novas tecnologia pode somar de forma positiva nas organizações, sobretudo, no cenário brasileiro.

“A Indústria 4.0 permite que tudo seja integrado e monitorado dentro das fábricas, o que facilita o planejamento de produção e aumenta a eficiência. Há ganhos na cadeia como um todo.”, afirma Troyjo.

Segundo as maiores escolas executivas do mundo, com base em estudos de casos com ascensão e declínio tecnológico, as ferramentas disruptivas com base nas ferramentas oriundas da Industria 4.0 são capazes de aumentar a qualidade de produção, reduzir o tempo de desenvolvimento e lançamento de novos produtos, aumentar a eficiência do uso de recursos, diminuir desperdícios, viabilizar novos modelos de negócio e até mesmo inovar na comercialização de produtos.

Segundo Gil Giardelli, um dos maiores estudiosos da cultura digital no Brasil, um dos maiores impactos causados pela indústria 4.0 será uma mudança que afetará o mercado como um todo. “Novos modelos de negócios irão surgir. Em um mercado cada vez mais exigente, muitas empresas já procuram integrar ao produto necessidades e preferências específicas de cada cliente. A customização prévia do produto por parte dos consumidores tende a ser uma variável a mais no processo de manufatura, mas as fábricas inteligentes serão capazes de levar a personalização de cada cliente em consideração, se adaptando às preferências.”

E um outro ponto importantíssimo:

Os profissionais também precisarão se adaptar, pois com fábricas ainda mais automatizadas novas demandas surgirão enquanto algumas deixarão de existir.
Os trabalhos manuais e repetitivos já vem sendo substituídos por mão de obra automatizada, e com indústria 4.0 isso tende a continuar. Por outro lado, as demandas em pesquisa e desenvolvimento oferecerão oportunidades para profissionais tecnicamente capacitados, com formação multidisciplinar para compreender e trabalhar com a variedade de tecnologia que compõe uma fábrica inteligente.

Para Ligia Fascioni, brasileira especialista em tecnologia no mundo, esse é o pulo do gato. “As empresas já estão sendo divididas entre quem vem esperando o amanhã dar as caras e quem já percebeu que o amanhã é agora. Desenvolver colaboradores de uma maneira que fomente a criatividade e adaptabilidade e ter uma cultura que testa produtos e serviços é estar 10 passos a frente dos concorrentes.”

Referências:
www.citisystems.com.br
www.bndes.gov.br

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