Entre os nomes mais aguardados da programação esteve Miguel Falabella, que marcou presença em dois momentos distintos e mostrou por que sua presença vai além do entretenimento.
No primeiro, um bate-papo sobre o lançamento de A partilha e outras peças teatrais, falou sobre o processo de criação, os bastidores do palco e o que o mantém conectado à escrita depois de décadas de carreira. No segundo, dividiu a cena com Fabrício Carpinejar em uma conversa sobre dramaturgia, humor e autenticidade. Um encontro que provou que humor e profundidade andam bem juntos..
Bárbara Paz chegou ao festival com O poder das cicatrizes: lições sobre quem podemos ser e entregou um dos momentos mais marcantes de toda a programação. Sozinha no palco, ela percorreu sua trajetória com honestidade e coragem, da cicatriz que tentou esconder na juventude aos prêmios internacionais, passando pela exposição Auto-acusação, exibida no Brasil e em Portugal.
O que poderia soar como superação pessoal ganhou, com Bárbara, uma dimensão maior: um convite genuíno para que cada pessoa no público olhasse para suas próprias marcas de outro jeito.
Leila Ferreira dividiu o palco com Mirian Goldenberg para debater O nome disto é vida: as múltiplas possibilidades de ser no mundo contemporâneo.
A conversa teve o ritmo de quem pensa junto, sem pressa, sem respostas prontas, com espaço para a dúvida e para o que ainda está sendo elaborado. Depois do debate, Leila assinou exemplares do seu lançamento para o público, transformando o encontro em algo ainda mais próximo e pessoal.
Caco Barcellos Foi no Palco Arena que Caco Barcellos entregou um dos momentos mais marcantes do festival. A conversa percorreu jornalismo, memória e cidade, e ganhou profundidade quando ele relembrou que foi em Porto Alegre que começou sua carreira como repórter.
Entre histórias de bastidores e reflexões sobre o que significa “ver o invisível”, Caco lembrou que boas histórias continuam sendo sobre pessoas.
Demétrio Magnoli trouxe densidade intelectual ao festival com o painel Identidade e ideologias na democracia atual, um dos debates mais provocadores da programação. Com sua leitura crítica e direta do cenário contemporâneo, ele colocou questões que incomodam no centro da conversa: o lugar das identidades na política, os limites da democracia e os desafios de pensar com clareza em meio ao excesso de narrativas.
No fim, o Festival Fronteiras 2026 foi um lembrete de que ideias transformam, e de que, quando as pessoas certas se encontram no lugar certo, algo maior do que uma programação acontece. Esse é o tipo de experiência que a DMT Palestras busca levar a cada evento: vozes que inspiram, provocam e deixam marca.




