Desenvolver liderança deixou de ser uma pauta única. As empresas que tratam o tema com alguma consistência organizam a formação de líderes em seis frentes: visão estratégica, redesenho do trabalho, nova gestão, gestão humanizada, adaptabilidade e uso da inteligência artificial. Cada frente responde a uma pergunta diferente e pede um repertório diferente no palco.
Quem contrata palestra sobre liderança conhece o impasse. O RH pede desenvolvimento de líderes. A diretoria pede resultado. E o briefing chega escrito assim: “algo sobre liderança”. O problema não é falta de tema. É excesso de tema sem recorte.
Foi para resolver esse recorte que a DMT mapeou os seis movimentos que estão redefinindo a liderança agora.
O que são os 6 movimentos da liderança
São seis frentes de desenvolvimento que aparecem com mais frequência nos briefings de empresas brasileiras:
- Visão estratégica do líder. Tomada de decisão, construção de cultura e visão de longo prazo.
- Redesenhando o futuro do trabalho. Produtividade e bem-estar na mesma conta, não em lados opostos.
- Nova gestão, novos tempos. Expectativas sociais sobre quem lidera e sobre como se lidera.
- Gestão humanizada. Reconhecimento, pertencimento e redução de conflitos no time.
- Adaptabilidade. Discernimento sobre o que é prioridade e agilidade para mudar rota.
- IA e valores do futuro. Pensamento exponencial e preparo para realidades que ainda não existem.
Nenhuma empresa precisa das seis ao mesmo tempo. A escolha depende do que está travando o time neste momento.
Por que trabalhar liderança por movimento, e não por competência solta
Programas de desenvolvimento costumam falhar por dois motivos opostos. Ou tratam liderança como um catálogo de competências desconectadas, com um treinamento de feedback aqui e outro de gestão do tempo ali. Ou tratam como inspiração genérica, aquela palestra que emociona na hora e evapora na segunda-feira.
O recorte por movimento fica no meio. Cada movimento parte de uma tensão real da operação: o líder que planeja e não executa, o time que trabalha muito e entrega pouco, o gestor que controla tudo porque nunca aprendeu a soltar, a liderança que trava diante da IA porque só enxerga risco.
Quando o evento nomeia a tensão certa, a plateia reconhece o próprio problema antes do primeiro slide. É aí que a palestra vira conversa interna e sobrevive à segunda-feira.
Os 6 movimentos e um palestrante para cada um
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Movimento 1. Visão estratégica do líder, com Leoni Diniz
Você no comando: decisões estratégicas em cenários de incerteza
Comandante de linhas aéreas da Latam, Leoni Diniz traz para a mesa executiva a lógica da cabine de comando: hierarquia de prioridade, leitura de risco em tempo real e decisão com informação incompleta. Nenhum voo espera o cenário ficar claro para decolar.
A provocação central é a de Ram Charan, para quem cabe ao líder ser o arquiteto da estratégia, não apenas seu executor. Visão estratégica, nessa leitura, é tangibilidade: escolher poucas prioridades, alocar o talento certo, executar com disciplina. O oposto do planejamento que ocupa três meses de agenda e não sobrevive ao primeiro trimestre.
Quando faz sentido: convenções de resultado, encontros de liderança em ciclo de planejamento, empresas em reestruturação ou fusão.
Leoni DinizVer perfil completoVer perfil 01
Movimento 2. Redesenhando o futuro do trabalho, com José Felipe Carneiro
Performance consciente: os 7 pilares da alta performance sustentável
Fundador da Wäls e da ZX Ventures, José Felipe Carneiro construiu marcas que competem em mercados dominados por multinacionais. Sua palestra, baseada no livro Performance Consciente, desmonta a ideia de que resultado extraordinário exige saúde comprometida.
Os sete pilares passam por gestão estratégica do tempo, foco disciplinado e limite entre vida profissional e pessoal. O tema conversa diretamente com a agenda de riscos psicossociais que entrou na rotina das empresas brasileiras com a atualização da NR-1, e oferece ao RH um argumento que a diretoria entende: sobrecarga custa caro em retrabalho, absenteísmo e turnover.
Como lembra Renata Rivetti, também da curadoria DMT, estamos sobrecarregados sem estar necessariamente produtivos.
Quando faz sentido: semanas de saúde e segurança, SIPAT ampliada, times com histórico de sobrecarga, empresas revisando política de metas.
José Felipe CarneiroVer perfil completoVer perfil 03
Movimento 3. Nova gestão, novos tempos, com Giuliana Morrone
Liderança regenerativa
Depois de mais de três décadas de jornalismo e cobertura da agenda socioambiental, Giuliana Morrone virou pesquisadora de sustentabilidade aplicada aos negócios. Sua tese: organizações são sistemas vivos, em que pessoas, negócios e sociedade se afetam mutuamente.
O líder regenerativo, nessa chave, é quem cria condições para que equipes, processos e relações se renovem. Isso inclui corrigir rota sem punir quem errou, o que na prática significa revisar como a empresa trata o erro antes de pedir inovação ao time.
É uma palestra que conecta duas pautas que costumam andar separadas nas empresas: ESG e gestão de pessoas.
Quando faz sentido: empresas com agenda ESG estruturada, cooperativas, eventos de RH, conselhos e comitês de sustentabilidade.
Giuliana MorroneVer perfil completoVer perfil 04
Movimento 4. Gestão humanizada, com Bia Bottesi
Liderança humanizada em tempos digitais
CMO da Meta para a América Latina e nome da lista Women to Watch, Bia Bottesi lidera times distribuídos em uma das empresas mais digitais do mundo. Justamente por isso, sua palestra não opõe tecnologia e humanidade.
Ela organiza a liderança humanizada em quatro pilares: comunicação clara, adaptabilidade, tecnologia humanizada e inspiração constante. E trata vulnerabilidade como recurso de gestão, não como fragilidade. A referência que sustenta o argumento vem de Bob Chapman: líderes que se apresentam como seres humanos, e se comportam como tal, geram engajamento mais profundo.
Para empresas que enfrentam disputa por atenção dentro do próprio time, o recorte é útil porque parte de quem vive o problema todos os dias.
Quando faz sentido: times distribuídos ou híbridos, empresas de tecnologia, lideranças recém-promovidas, programas de liderança feminina.
Bia BottesiVer perfil completoVer perfil 05
Movimento 5. Adaptabilidade, com Juliana Bley
Liderando no caos
Pesquisadora em Segurança do Trabalho há quase 20 anos e idealizadora do SafetyLab, Juliana Bley trabalha com organizações que operam sob risco real. Isso muda a natureza da conversa sobre adaptabilidade.
Sua provocação começa por reduzir o barulho. Antes de responder rápido, o líder precisa discernir o que exige atenção de fato. É a ideia que Greg McKeown resume em Essencialismo: definir prioridade é responsabilidade individual e exige discernimento, não velocidade.
Em cenários de crise, Bley aponta as conexões humanas como o ativo mais confiável que a liderança tem à disposição. Não por generosidade, mas porque times que confiam uns nos outros processam informação mais rápido sob pressão.
Quando faz sentido: indústria e ambientes de risco, empresas em fusão ou mudança de comando, SIPAT, times que passaram por reestruturação recente.
Juliana BleyVer perfil completoVer perfil 06
Movimento 6. IA e valores do futuro, com Tiago Mattos
Liderança futurista
Primeiro brasileiro no corpo docente da Singularity University, Tiago Mattos trabalha com sinais fracos e construção de cenários. Antecipou o impacto da IA generativa quando o assunto ainda não tinha nome no mercado brasileiro.
Sua palestra parte de um diagnóstico incômodo: o líder não tem espaço na agenda para pensar o futuro. Entrega resultado no presente e delega o amanhã a uma consultoria que virá depois. Enquanto isso, como aponta o estudo Value in Motion, da PwC, nunca existiu uma ferramenta de produtividade cognitiva como a IA, e as empresas ainda estão descobrindo o que ela faz.
O risco que Mattos nomeia não é a adoção precipitada. É a paralisia: a liderança que conclui que os riscos superam os ganhos e trava a transformação inteira.
Quando faz sentido: convenções anuais, comitês executivos, empresas em transformação digital, eventos de inovação e tecnologia.
Tiago MattosVer perfil completoVer perfil Como escolher o movimento certo para o seu evento
Três perguntas resolvem a maior parte dos briefings:
O que está travando o time hoje? Se a resposta é execução, o movimento 1. Se é exaustão, o movimento 2. Se é resistência a mudança, o movimento 5.
Quem está na plateia? Alta liderança responde melhor a estratégia e futuro. Média gestão, que carrega o peso da operação, responde melhor a gestão humanizada e adaptabilidade.
O que a empresa vai fazer depois? Palestra que abre um programa de desenvolvimento pede um movimento amplo. Palestra que fecha um ciclo pede algo mais específico e aplicável.
Todas as palestras da curadoria são customizáveis. O conteúdo parte do contexto da sua empresa, não de um roteiro fechado.
Perguntas frequentes
O que são os 6 movimentos da liderança?
São seis frentes de desenvolvimento mapeadas pela DMT a partir de briefings de empresas brasileiras: visão estratégica, redesenho do futuro do trabalho, nova gestão, gestão humanizada, adaptabilidade e IA com valores do futuro.
Quantos palestrantes a DMT tem em cada movimento? Cada movimento reúne de dois a cinco nomes. Este artigo apresenta um palestrante por movimento. A curadoria completa está disponível na apresentação.
As palestras podem ser customizadas para a minha empresa? Sim. A customização é parte do processo de contratação e considera o momento da organização, o perfil do público e o objetivo do evento.
Qual a duração média de uma palestra de liderança? Entre 50 e 90 minutos, com possibilidade de sessão de perguntas ou formato de conversa mediada.
Quanto custa contratar uma palestra sobre liderança? O valor depende de modalidade (online ou presencial), público total, local e duração. O time comercial da DMT prepara o orçamento a partir do briefing do seu evento.
Você já sabe qual movimento sua liderança precisa agora
Além dos seis nomes deste artigo, a curadoria de liderança da DMT reúne executivos, pesquisadores e empreendedores em todos os movimentos. Entre eles, Maria Flávia Bastos, Sergio Sampaio, Jayme Nigri Moszkowicz, Maria Homem, Renato Mendes, Paula Harraca, Estevan Sartoreli, Flávio Canto, Ricardo Rocha, Genesson Honorato e Junior Borneli.
Acesse a apresentação completa: Liderança em 6 movimentos
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