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Treinamentos corporativos em alta: o mapa do que as empresas estão contratando em 2026

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O orçamento de desenvolvimento chega ao RH com uma pergunta cada vez mais específica: qual capacitação resolve o problema que a empresa tem agora? A resposta mudou nos últimos dois anos, e os dados ajudam a entender por quê.

O relatório State of the Global Workplace 2026, da Gallup, registra engajamento global de 20%, o menor patamar desde 2020. O dado mais revelador está uma camada acima: entre gestores, o engajamento caiu de 31% em 2022 para 22% em 2025. Quem sustenta a operação está no limite. A consultoria estima que o baixo engajamento custe cerca de US$ 10 trilhões por ano à economia global.

No Brasil, um segundo fator entrou em cena em maio. Desde 26 de maio de 2026, a fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego alcança o gerenciamento de fatores de risco psicossociais previsto na NR-1, conforme as portarias MTE nº 1.419/2024 e nº 765/2025. Sobrecarga, assédio e metas inalcançáveis passam a integrar o mesmo inventário de riscos que os fatores físicos e químicos, e a capacitação de lideranças entra no plano de ação que a empresa precisa documentar.

O terceiro fator é o repertório. O Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, projeta que 39% das competências exigidas no trabalho mudem até 2030. No topo da lista de habilidades centrais aparecem pensamento analítico, resiliência com flexibilidade e agilidade, e liderança com influência social.

Os dez treinamentos a seguir respondem a esses três movimentos. Todos são in-company, customizáveis ao contexto de cada contratante e disponíveis em formato presencial ou online.

 

Liderança: a frente que concentra a maior demanda

A Gartner aponta o desenvolvimento de líderes e gestores como prioridade número um de RH pelo terceiro ano consecutivo. O relatório de L&D da TalentLMS para 2026 confirma o movimento: 64% dos gestores de RH ouvidos colocam a formação de liderança entre as prioridades do ano, atrás apenas de competências digitais.

 

01. Liderança de alta performance | Ricardo Rocha

 

O foco está na passagem do gestor operacional para o gestor estratégico. O programa trabalha gestão do tempo e de prioridades, hábitos que sustentam foco, delegação com autonomia e a construção de laços de confiança que ampliam o comprometimento do time. Embaixador do Magazine Luiza, Ricardo Rocha liderou a implantação da plataforma Parceiro Magalu, que digitalizou mais de 300 mil empresas. É professor do MBA da PUC-RS, head da venture builder InPulse e autor de Adaptagilidade.

Formato: programa presencial, com tópicos definidos a partir do briefing da empresa.
 https://www.dmtpalestras.com.br/treinamento/lideranca-de-alta-performance/

 

02. Liderança ambidestra | Jayme Nigri

 

Ambidestria é um conceito consolidado na literatura de gestão, popularizado por Charles O’Reilly e Michael Tushman na Harvard Business Review: cuidar do negócio atual e construir o próximo ao mesmo tempo. Jayme Nigri traduz a ideia para a rotina de quem lidera, com passagens por inovação sustentável, comunicação assertiva e mediação de conflitos de ideias em ambientes polarizados. Sócio-fundador do Grupo Reserva, permaneceu mais de 15 anos à frente da cultura de uma das marcas mais citadas do varejo brasileiro. É também um dos fundadores da da Rebel Ventures, plataforma de investimentos focada no mercado de bem-estar.

Formato: workshop de 4 ou 6 horas.
https://www.dmtpalestras.com.br/treinamento/lideranca-ambidestra/

 

03. Liderança adaptativa | Lívia Torquetti

 

O programa começa antes do encontro, com um assessment baseado nos seis estilos emocionais descritos pelo neurocientista Richard Davidson, que mapeia como cada participante reage a mudanças. A partir desse retrato, Lívia Torquetti trabalha resistência à mudança, decisão consciente e o papel dos rituais na construção de ambientes adaptáveis. Especialista em cultura de aprendizagem, acumula mais de 15 anos conduzindo transformação em empresas nacionais e multinacionais, com formação em Viena, MBA pela FGV e graduação na PUC Minas.

Formato:  workshop de 4h, 6h ou 8h.
https://www.dmtpalestras.com.br/treinamento/lideranca-adaptativa/

04. Competências do líder do futuro | Renata Rivetti

 

Renata Rivetti parte da neurociência para mostrar como padrões de pensamento influenciam decisão e desempenho, e como razão e emoção se equilibram na gestão de pessoas. Fundadora da Reconnect Happiness at Work, é referência em felicidade corporativa e sustentabilidade humana, com formação em Psicologia Positiva pela PUC-RS e estudos em Harvard, Penn e Berkeley. Já levou o tema a Itaú, Globo, Unilever, Natura, O Boticário e Nestlé, além de dois palcos TEDx.

Formato: workshop com recortes que incluem produtividade consciente e liderança humanizada e positiva.

https://www.dmtpalestras.com.br/treinamento/competencias-do-lider-do-futuro/

 

Comunicação e exposição pública: quando a empresa precisa falar

O Edelman Trust Barometer 2026 mostra que, no Brasil, empresas e empregadores seguem entre as poucas instituições em patamar de confiança: 80% entre os próprios funcionários e 67% na população geral. Esse ativo depende de quem fala em nome da organização, na entrevista, no palco e na reunião de alto nível.

 

05. Comunicação | Felipe Suhre

 

TEDx speaker, Felipe Suhre passou mais de uma década como jornalista na maior emissora de TV do país antes de se dedicar ao comportamento humano nas organizações. Seu workshop trata dos padrões emocionais que moldam a forma como as pessoas falam e escutam, com escuta ativa, comunicação não violenta e feedback como eixos centrais. A condução é vivencial, com dinâmicas e análise de casos reais, e a metodologia já passou por mais de 10 mil pessoas.

Formato: workshop personalizável, de 4 a 8 horas.
https://www.dmtpalestras.com.br/treinamento/comunicacao-colaboracao-conexao/

06. Media training | Vanda Sampaio

 

Vanda Sampaio cobriu Brumadinho, Mariana e a Copa de 2014 em vinte anos de redação na Globo, Bandeirantes, Record e SBT, e venceu o Prêmio Esso de Jornalismo. Seu programa tem quatro etapas: escuta e diagnóstico, fundamentos de comunicação com a mídia, preparo para situações de alta pressão e simulação gravada com equipamento profissional e repórter cinematográfico. Cada participante recebe análise individual da própria performance. Hoje repórter e editora multimídia na Rádio Itatiaia, treina porta-vozes de empresas como Fiat, Unimed, Hermes Pardini e Paul Wurth.

Formato: programa em quatro etapas, desenhado a partir de briefing com a empresa.
https://www.dmtpalestras.com.br/treinamento/media-training-com-vanda-sampaio/

 

07. Media training 4.0 | Giuliana Morrone

 

Giuliana Morrone acumula mais de vinte anos na TV Globo, com passagens pelo Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Jornal da Globo e Jornal das Dez, além do período como correspondente nos Estados Unidos. Seu recorte é a exposição do porta-voz no ambiente digital: entrevista por videoconferência, concisão, comunicação não verbal diante da câmera e construção de discurso por meio de histórias. O programa alterna conteúdo, simulações gravadas e devolutiva individual e coletiva.

Formato: três blocos, com quantidade e duração das entrevistas ajustadas ao perfil do grupo.
https://www.dmtpalestras.com.br/treinamento/media-training-na-pratica/

Produtividade, cultura e complexidade

A terceira frente reúne temas que atuam sobre a estrutura do trabalho: como o tempo é ocupado, quem participa das decisões e de que maneira a organização enxerga os próprios problemas.

 

08. Autogestão e produtividade inteligente | Daniel Hosken

 

Um levantamento da Microsoft com dados agregados do Microsoft 365 identificou que profissionais do conhecimento recebem uma notificação a cada dois minutos ao longo da jornada, com média diária de 117 e-mails e 153 mensagens. Neurocientista e professor da Fundação Dom Cabral, Daniel Hosken usa evidência científica para tratar gestão de prioridades, construção de hábitos de alto impacto e tomada de decisão. Doutor em Neurociências pela UFMG, forma executivos na Fundação Dom Cabral, é docente no Instituto Israelita Albert Einstein e na PUCPR, além de autor do livro “Por que é difícil mudar?”.

Formato: workshop de 4 a 8 horas.
https://www.dmtpalestras.com.br/treinamento/autogestao-e-produtividade-inteligente/

 

09. Organizações sem medo | Vitor Martins

 

O estudo Diversity Matters Even More, da McKinsey, analisou 1.265 empresas em 23 países e concluiu que organizações no quartil superior de diversidade de gênero e de etnia nas equipes executivas têm 39% mais probabilidade de superar as concorrentes em desempenho financeiro. Vitor Martins é uma das maiores expoentes trans do mundo corporativo brasileiro: no Nubank, participou da gestão de uma das maiores crises de reputação da marca; na Swap, estruturou a estratégia de cultura organizacional; hoje atua como gestora de projetos no PNUD/ONU. O workshop parte de estudos de caso e cobre gênero e orientação sexual, raça e racismo, pessoas com deficiência e mulheridades.

Formato: workshop de 4 a 8 horas.
https://www.dmtpalestras.com.br/treinamento/diversidade-e-inclusao-na-pratica/

 

10. Pensamento sistêmico | Maria Flávia Bastos

 

Problema que some de uma área e reaparece em outra costuma ser sintoma de sistema, e não falha isolada. Maria Flávia Bastos ensina líderes e equipes a mapear relações de causa e efeito, identificar pontos de alavancagem e construir vocabulário comum para discutir complexidade sem atribuir culpa. Criadora da disciplina de Pensamento Sistêmico na Fundação Dom Cabral, é doutora em Administração e autora de seis livros. O Fórum Econômico Mundial inclui pensamento sistêmico entre as competências que ganham relevância até 2030.

Formato: palestra, ou workshop de 4h, 6h ou 8h.

https://www.dmtpalestras.com.br/treinamento/pensamento-sistemico/

 

Como escolher o treinamento certo para a sua empresa

Comece pelo problema, e não pelo tema. Turnover concentrado na média gerência aponta para liderança. Retrabalho e prazos perdidos apontam para autogestão. Ruído entre áreas aponta para comunicação ou para leitura sistêmica. O diagnóstico define o tema com mais precisão do que o catálogo.

Defina o público antes do formato. Alta liderança, média gerência, porta-vozes e times operacionais pedem recortes diferentes do mesmo assunto. Grupos pequenos comportam simulação e devolutiva individual; grupos grandes rendem mais em formato de palestra com interação.

Ajuste a profundidade ao objetivo. A palestra abre a conversa e alinha vocabulário. O workshop de 4 a 8 horas cria espaço para aplicação e plano de ação. Programas com assessment prévio, como o de Lívia Torquetti, personalizam a experiência a partir do perfil real do grupo.

Planeje o depois. Combine com antecedência o que acontece na semana seguinte ao treinamento: quem acompanha, o que será medido e como o aprendizado entra na rotina. Esse é o ponto que separa um bom evento de uma mudança que permanece.

A DMT desenha treinamentos in-company a partir do contexto de cada empresa. Converse com nosso time para receber uma proposta com tema, formato e carga horária.

 

Perguntas frequentes sobre treinamentos corporativos

 

Quais treinamentos corporativos estão em alta em 2026?

Os temas com maior procura se dividem em três grupos: liderança (alta performance, ambidestra, adaptativa e competências do líder do futuro), comunicação e preparo de porta-vozes (media training e comunicação interpessoal) e produtividade, cultura e complexidade (autogestão, diversidade e inclusão, pensamento sistêmico). Liderança concentra a maior demanda e figura como prioridade número um de RH há três anos, segundo a Gartner.

Qual a diferença entre palestra e workshop in-company?

A palestra costuma durar 60 minutos, com cerca de 30 minutos de interação com o público, e serve para alinhar repertório e abrir uma conversa organizacional. O workshop varia de 4 a 8 horas e inclui exercícios, simulações e construção de plano de ação, com aplicação direta na rotina dos participantes.

Os treinamentos podem ser adaptados ao contexto da empresa?

Sim. Todos os programas desta lista são customizáveis: conteúdo, cenários simulados, duração e profundidade são definidos a partir de um briefing com a empresa, considerando o perfil dos participantes e os objetivos da organização.

Treinamento de liderança ajuda na adequação à NR-1?

A capacitação de lideranças integra o conjunto de medidas que empresas adotam no plano de ação sobre fatores de risco psicossociais, ao lado de canais de escuta, revisão de metas e apoio psicológico. A documentação do gerenciamento desses riscos no PGR segue sendo responsabilidade da empresa, com apoio de SESMT e assessoria especializada.

Como contratar um treinamento in-company?

Solicite uma proposta informando o desafio, o perfil e o tamanho do grupo, a data pretendida e o formato desejado. O time da DMT retorna com orientação de curadoria, opções de carga horária e disponibilidade.

VEJA TAMBÉM: 6 movimentos para desenvolver a liderança da sua empresa (e o palestrante certo para cada um)

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